Na vida física, a partir do nascimento, todos nós ganhamos uma embarcação para conduzir. É o barco da nossa vida. Nesse barco levamos passageiros de rotina e eventuais, móveis e utensílios, sonhos e ilusões, crenças e valores, nossa fé ou sua ausência.

Competentes ou não, precisamos assumir que somos o único comandante desse nosso barco.

Quando obtemos resultados desfavoráveis na vida, temos tendência a responsabilizar alguém por isso, que não, nós.

Precisamos admitir que de alguma forma ou em algum nível fomos nós que autorizamos a instalação desse tipo de cenário.

Costumamos ser competentes em várias áreas da vida. Mas por vezes, é difícil admitir que também somos incompetentes em várias outras.

Uma das piores coisas que podemos ouvir no ambiente de trabalho, por exemplo, é quando alguém nos chama de incompetente. Não raro, recebemos isso como uma grande ofensa. Nos esquecemos que competência é habilidade conquistada. Por isso mesmo, competência é algo que se adquire a qualquer momento, dentro de um período de tempo próprio de maturação e consolidação da competência, em nossos sistemas intelectuais e motores. Basta que queiramos adquirir competências novas e nos dediquemos a isso.

Por não sermos seres completos, integrais, temos muitas competências a adquirir.

Pode ser que quem tenha nos chamado de incompetentes, tenha razão.

Um dos fatores inibidores de alcançarmos novas competências é a acomodação na zona de conforto, acreditando inconscientemente que o mundo não mudará. Pelo menos, para nós. É acreditar na ilusão de que maremotos não existam. Não na rota que traçamos para nosso barco. É acreditar que navegaremos em “mar de almirante” por toda a nossa vida. Que nunca teremos ventos ruins. Creiam, ventos ruins virão!

Vivemos em um mundo que tem regras naturais próprias. Muitas fogem ao nosso controle. Não podemos impedir tudo. Contudo, não devemos delegar a ninguém o leme de nosso barco, pois ninguém, nenhuma pessoa, conduzirá o barco por nós. Quando delegamos a alguém o leme de nosso barco, esse alguém o conduzirá no rumo que melhor convier a ele, não a nós.

Por isso, querido timoneiro, não se iluda! É você a única pessoa que conduzirá são e salvo, sua embarcação, ao porto da felicidade e do sucesso, finalidades máximas de sua existência.