Ao que tudo indica, a era dos “Odoricos Paraguaçus”, tende a se extinguir, nesse Brasil que clama por uma reforma política de qualidade. A partir das aberturas das caixas pretas da corrupção, parece que o coronelismo está com os dias contados. Parte do judiciário sério do país, por sua vez, tem tido um trabalho árduo e que, de certo, perdurará por muito tempo ainda.

Como não existem grandes mudanças sem turbulência,  a sensação que nos chega é de um enorme caos instalado. Que esse caos não terá fim, nem solução. Esse estado de coisas, vem causando uma onda de desestímulo, não raro, de desespero na população.

A sociedade, por sua vez, precisa demonstrar perseverança, paciência e sabedoria quando faz o contraponto a fim de demonstrar seus valores éticos e morais. Quando reivindica e aponta um caminho novo.

Mesmo sendo mínima a maturação democrática , o propósito da ordem e do progresso não garante o direito ao cidadão para condutas de barbárie, tão pouco a lei de talião: “olho por olho, dente por dente”. Isso, além de não contribuir positivamente em nada, agrava o contexto.

Não é necessário destruição, barbárie repulsiva e ações que não justifiquem um propósito nobre.

Gandhi é um bom exemplo de convicção de que para acabar com a guerra, o contraponto efetivo é falar e agir no amor. Nesse mesmo diapasão, para acabar com a corrupção precisamos ter ações mais contundentes, coerentes com os direitos e deveres de todos, onde a “Lei de Gerson” (equivocadamente atribuída ao meu dileto amigo canhotinha de ouro), não perdure.

Cabe aqui, uma profunda reflexão sobre como cada um tem conduzido sua vida. O quanto e de que forma cada um tem contribuído para a ordem e o progresso comum que afirmamos querermos.

De nada adianta, partes da sociedade defenderem seus “malvados favoritos”. Precisamos ir além das siglas partidárias, em busca de um bem comum pragmático, original.
A política continua sendo um reflexo direto da sociedade em qualquer parte do mundo.

Concluindo, quero falar diretamente aos desanimados, aos desesperançados: enquanto muitos tentam me convencer de que o mundo está acabando, eu prefiro acreditar que o mundo ainda está sendo construído. E mais do que isso, de que somos nós, os eternos construtores desse eterno mundo.

Parafraseando Gandhi, vamos agir sendo, cada um de nós, o exemplo do Brasil que queremos e temos direito. Que garanta ordem e progresso comum.